A rapadura é nossa!

"A rapadura é nossa" é um filme feito em cima da mobilização que ocorreu em um município do interior de PE contra a patente feita por uma empresa alemã para este produto genuinamente brasileiro.

Direto ao ponto

Não sei se você acompanhou esta polêmica da Rapadura que aconteceu há alguns anos atrás. Eu não acompanhei muito bem, só por alto. Na época eu morava em Araraquara, interior de São Paulo.

Mas a História ficou conhecida como O Caso Rapunzel. Veja um resuminho do que aconteceu:

“Em 1989, a empresa alemã Rapunzel registrou a rapadura como sua marca registrada para o mercado alemão e 6 anos depois fez o mesmo nos Estados Unidos, entretanto este fato passou despercebido por bastante tempo, até que em meados de 2005 grupos de defesa da cultura nordestina, o Itamaraty e a Ordem dos Advogados do Brasil passaram a exigir a retirada da patente sobre o nome tradicional do doce no Brasil.
Em 2008 a empresa germânica desistiu da propriedade intelectual sobre o nome rapadura embora continue usando o nome para alguns de seus produtos (sem, entretanto, manter direito de exclusividade sobre o uso comercial da palavra).” Wikipedia

Na época teve um boa mobilização a respeito, mas porque estou voltando a este assunto? Por que esta semana o filme “A rapadura é nossa” foi selecionado pela FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco)  para as mostras competitivas do 13º Festival de Vídeo de Pernambuco.

Este curta foi feito pela professora de História da cidade de Correntes (município aqui vizinho) que também atuou como diretora, Maria Filomena. O filme é uma ficção baseada em fatos reais e mostra a mobilização dos moradores do Engenho Gravatá pelo reconhecimento da rapadura como produto de sustento da comunidade, um produto genuinamente brasileiro.

Veja esta reportagem da TV Asa Branca sobre o filme:

 

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